3.4.08

Diário do Oeste - 13

Últimos tempos com trabalho até às orelhas, sem tempo para blogar.
Ora vejamos, por onde começo eu?
Pelas coisas lindas que nasceram no quintal da tia, claro, os filhos da Pontinhas (sim, parece a minha Zarosky mas não é). O evento deu-se a 17 de Março, a primeira prenhez da Pontinhas, que pôs cá fora três crias, mas uma delas só durou uns dois dias. Ficaram estas duas, uma fêmea preta e branca, a quem a tia já se está a afiambrar, e um macho clarinho (provavelmente vai ficar cor de café com leite) que daqui a mês e meio deve estar desmamado e a postos para dar a quem se candidate - perceberam a (in)directa, não perceberam?

No dia 30 fui a Lisboa, a primeira vez este ano, porque os ermitas querem-se assim mesmo, arredados da civilização, né? Comecei por passar pela casa da comadre para pormos a conversa em dia - e havia bastantes novidades, mas isso a vocês não interessa nada, portanto contentem-se em ver aqui o meu afilhado a espremer o gato:
E a seguir fui à despedida do bar da Elsa, o motivo que me fez de facto ir gastar gasosa da Terra dos Loureiros até à capital, porque a partir de agora o Tass Bem vai mudar de dono. Foi giro enquanto durou, pois, sobretudo enquanto eu morava no Cacém City e nos sábados à noite metia-me pela IC19 - 2ª Circular - A1, sempre a aviar, que aquilo não passa afinal de uma estrada muito comprida com três nomes diferentes, e ia-me enfrascar para o bar da Elsa. Desta vez não me pude enfrascar, até porque levei a tia e não convém conduzir enfrascada com a tia ao lado, que a senhora assusta-se. Fui para me despedir do pessoal, que agora dificilmente vou voltar a ver, mas deu-me uma branca qualquer porque levei a máquina e não tirei uma única photo (!!!). Às tantas nem foi por esquecimento, foi falta de vontade mesmo. Ou acanhamento. Ou por não dar grande jeito. Não sei. Mas de facto devia ter fotografado pelo menos o piercing novo do Flávio, que o meteu num sítio onde mais ninguém se lembraria de enfiar uma ferragem, mas pode ser que o moço se lembre de mostrar o coiso no hi5 dele. E assim, como não tenho photos do evento, cá vai uma mais antiga, com a Elsa atrás do balcão, a posar para a posteridade:
E acho que tão depressa não a vamos apanhar nem a fazer compras ao pé da secção das bebidas do supermercado, mas podemos ir lendo as reportagens que ela escreve na net.
Logo de seguida, mais exactamente no dia 2, voltei a agarrar na tia e a ir a Lisboa, desta vez para assistir ao lançamento do último livro do José Pinto Carneiro. Claro que aproveitei logo para levar os outros todos para ficar com tudo autografado, ao melhor estilo fã saltitante, apesar de um tanto esvaidinha das ideias, porque não lhe disse nem metade do que tinha pensado e, mais uma vez, levei a máquina e não tive iniciativa suficiente para tirar o retrato ao moço - enfim, pelo menos não me escondi debaixo da mesa...
Se querem saber mais sobre o livro novo, vão espreitar aqui. E já agora, se ainda não conhecem os livros do JPC, aproveito para recomendar O estranho caso da boazona que me entrou pelo escritório adentro, se ainda o conseguirem encontrar, o que já vai sendo difícil, mas que até agora foi o mais divertido, e Os leões de Cuangar, um livrinho pequenino que deve ter dado uma trabalheira do caraças. O blog dele é esse que está na lista dos compinchas; há montes de tempo que ele não mete entradas novas, mas sempre dá para lerem as antigas.

Ginásio altamente concorrido nos últimos tempos, como seria de esperar; por norma, a seguir ao equinócio da Primavera, começa a época da chegada das senhoras anafadas que passaram o Inverno todo a enfardar pastéis de nata com o cu alapado no sofá e agora é o ai Jesus que vem lá o Verão e não consigo entrar no biquini do ano passado. E então é vê-las agora a correr na passadeira e a desengonçarem-se na elíptica, todas em guerra declarada à banhola e à celulite. E para fazer o gosto à clientela, todos os dias o Rui tem feito uma bela sessão de abdominais com o pessoal, e diz ele que quer toda a gente com a barriga aos quadradinhos quando chegar o Verão. Mas eu acho que primeiro vamos ter de gastar a camada de banha que tapa os quadradinhos, senão ninguém os vê.
E agora mais uma manifestação da Primavera para terminar; uma lindeza de lírio que foi nascer no terreno das couves do vizinho:

Ah, o fundo preto é o casaco da tia - um truque barbudo que dá um jeitão para realçar coisas pequenas. ...Ou então arranjem um casaco maior.

2 comentários:

Julia disse...

Viva o lirio do campo! Viva o gatinho acabadinho de nascer e a ermita ke veio à capital e k nem por isso apitou!xi...bjs

flavio teixeira disse...

Inevitavelmente, nao passo despercebido ao texto "Diário do Oeste - 13", que na minha pobre demencia, me faz cometer o pecado da inveja, por nao ter a grandiosidade literaria imaginativa de transcrever tao facilmente o sentimento, quase falso de tristeza, no termino de um lugar que indiscutivelmente nos trouxe grandes alegrias, mas que certamente já devia ter acontecido á mais tempo.