29.8.10

Haja pachorra

Tarde de domingo na Terra dos Loureiros.
Dia de karaoke no café da rua lá atrás.
Está um calor do caraças e devem ter as janelas abertas, porque os ouço a barregar a 200 metros.
A sério: ninguém tem por aí uma caçadeira?

26.8.10

Directamente da Escócia

Fiona: What do Scotsmen wear under their kilts?
Angus: Loch Ness Monster, me lassie!

_____________________________________________________
ok, isto por aqui anda muito morto, mas eu agora não tenho tempo nem para me coçar

11.7.10

Acorda!

video
Com efeito, a nossa sorte é eles não terem polegares oponíveis, senão isto deixava de ser ficção.

23.5.10

Isto começa a ser monótono

Sempre que ganham alguma coisa, lá vão eles ao banho.
video

E nesta altura são onze e meia e já acabaram os mergulhos, mas ainda estou a ouvir as cantorias. É o que dá ter um ermitério mesmo ao lado do campo de futebol cá do sítio.

15.5.10

A desforra

Desta vez são verdes e estão muito entusiasmados, mas não faço ideia de quem são eles. Só sei que devem ter ganho qualquer coisa e que resolveram ir ao banho no lago da rotunda, como já é da praxe.
video

9.5.10

Uma data de papoilas saltitantes

a tomarem banho dentro do lago da rotunda, numa photo um bocado ranhosa tirada da minha janela e num vídeo altamente pixelado. Só para fazerem uma ideia do cagaçal que por aqui vai.
video

2.4.10

Actualizações

A manhã trouxe dois brindes.
A tia chegou ao quintal e começou por encontrar um gatinho siamês por ali a cheirinhar. A primeira coisa que pensou foi que alguém se tinha querido ver livre dele e que lhe tinha ido lá deixar a prenda às escondidas. Mas logo a seguir apareceu a Chica com mais outro na boca e ficou o mistério explicado - afinal era a gata que tinha decidido mudar-se para a casa da tia com as duas crias.
A Chica a dar de mamar aos dois filhotes.


Os gatinhos assim que viram paparoca à frente atiraram-se a ela que nem gato a bofe; já estão muito matulões para se sustentarem só com o leite da mãe e algum rato esporádico. Felizmente não são lá muito assustadiços e deixam-se agarrar com alguma facilidade. A Chica costuma parir às escondidas, mas talvez eles já tenham tido algum contacto com gente.
Ou isso, ou é o que eu digo sempre - são genes de Chica. Sempre foi uma gata assinalavelmente sociável e a descendência dela não lhe tem ficado atrás. Um macho e uma fêmea com ar de terem um mês e meio, ele com o rabo curtinho e ela com o rabo comprido. Umas fofuras.


A Yara é que não achou lá grande piada aos novos hóspedes. Enquanto eu os fotografava, ela estava em cima da mesa com este ar altamente lixado: Entretanto as crias da Riscadinha estão a engordar e a crescer a olhos vistos. Quatro dias depois de nascidas, a diferença já é bem grande:
Os cinco galfarros a empanturrarem-se.


Almoço na Milucha (uma bela bacalhauzada que me deixou atestada para o resto do dia), seguida por mais algumas photos às flores cá do burgo:




E estas agora são do quintal da tia; algumas já aqui apareceram noutros ângulos, mas ter uma máquina na mão e não desatar a dar ao gatilho é uma coisa muito difícil para mim.
Fotografar jarros traz-me sempre à ideia os quadros do Diego Rivera. É automático. Mesmo que a composição não tenha nada a ver.
Mais um irmãozinho do jacinto leitoso que já aqui apareceu:As flores altamente laranja de uma planta gorda parecida com um chorão em miniatura:
As cores saturadas ficam sempre muito pouco nítidas na minha máquina; não deve ter píxeis que cheguem para tanto. Ficou um laranja um bocado radioactivo, mas desta vez não saiu tão mal como eu esperava.
Mais duas photos da bela Camila
que me está a deixar cheia de fungas porque nunca se aproxima o suficiente do portão do quintal para eu lhe conseguir pôr a mão em cima. E ter uma cachorrinha à frente e não lhe poder fazer festas é um bocado frustrante.
E a Sally a atravessar a estrada com um ar altamente decidido:
Tudo actualizado. Mais nada a assinalar.

31.3.10

Diário do Oeste - 36

Fim de semana às caretas, com dois almoços seguidos em casa da tia e outras tantas voltinhas higiénicas pelas redondezas com a máquina em punho.
Ora então cá vai:
Ainda no quintal da tia, temos aqui um jacinto leitoso, com um cacho de flores tão pesado que nem se aguenta a direito no pé:
enquanto o seu mano roxinho ficou entalado (e escorado) no meio da salsa:
A Riscadinha com a sua bela barriga de prenha, a descansar no meio da erva da fortuna e dos jarros:
Uma azeda no telhado da tia:Um malmequer amarelo e minúsculo na beira da estrada
Um tremoceiro emaranhado num arbusto:
Uma figueira despida já com as pontinhas todas a rebentar (e com uns figos minúsculos que eu devia ter apanhado em pormenor - fica para a próxima)Grelos de couve:
Uma pilha de tijolos esquisitos, com os furos desencontrados:
E a árvore ao pé do portão da tia, cheia de florinhas brancas, que eu ainda 'tou p'ra saber o que é:
E à volta tínhamos o Tininho à nossa espera, deitado à porta de casa:
Isto foi da voltinha do dia 27. No dia 28 fizemos outro circuito para ajudar a digerir os cogumelos salteados e supostamente picantes que eu fiz para o almoço (o segundo fracasso da semana - não voltar a confiar naqueles pimentinhos verdes que afinal não picam nada).
Comecei por topar com este pessegueiro florido:
E aqui uma flor ao pormenor, cheia de estames com pintinhas:
Mais acima, um lírio ao lado da churrasqueira da Milucha
um limão altamente retorcido que ela tem no quintal
e o cão dela, que já aqui apareceu, mas que só agora sei que é mais um Snoopy para a colecção (já está na altura de arranjarem outro boneco onde se inspirarem, que eu ando a encontrar Snoopys aqui na terra há pelo menos trinta anos)
As orquídeas do quintal dela As abelhas devem achá-las atraentes, mas assim de repente isto mais parece uns bicharocos de boca aberta, com dentinhos e tudo, à espera que alguma lá pouse para lhe darem uma trinca.

E mais um lírio tricolor
e uma túlipa amarela:
Dando a volta ao quarteirão, passámos por um muro com uma trepadeira de flores lilases e pequeninas, com um ar muito frágil:
Aqui em pormenor
e umas amarelinhas que devem ser doces, porque as formigas não as largam
E foi então que apareceu o cão. Um canito cheio de calores, certamente instigados pela Primavera, que veio ter connosco e se fartou de mostrar a barriga (e o resto...)
O canito a rebolar à frente dos pés do meu pai e da minha tia.
e o ermita a fazer festas ao cão.

Como viu que a gente não mordia, o canito resolveu vir connosco durante um bocado, a ver o que iríamos fazer a seguir. Aqui foi espreitar o que é que tinha deixado a minha tia tão espantada, ao pé do portão do Luís:
Pois aquele espanto todo era por causa de um ewok que ele tinha lá no quintal, oh aqui:
Na segunda-feira, com a chegada da lua cheia, a Riscadinha pariu cinco crias, quatro tigres e uma branquinha (que deve ficar com riscas café com leite, como as das ninhadas anteriores)
A mãe com os filhotes, poucas horas depois de nascerem.
Calculamos que o pai das crianças seja o Tigrão, aqui a marcar terreno nas flores do quintal da tia:
Só mais uns jarros para acabar a série:



E pronto, não há mais.

Quanto a novidades, nada a assinalar. Pelo menos minhas. Mas quis saber o que se passava com o marido de uma amiga minha, porque ouvi dizer que o homem tinha tido um ataque qualquer. A minha tia encontrou a sogra dele e foi tirar nabos da púcara. "Então ouvi dizer que o seu genro estava mal...", começou ela. E responde a outra:
- Mal?! Credo! Ai, as pessoas inventam cada coisa...! O meu genro teve um AVC e ficou a cinquenta por cento, com um lado do corpo todo apanhado, e agora anda a fazer fisioterapia, só isso.
Posto isto, gostaria muito de saber o que é que este pessoal por aqui considera que seja "estar mal". Presumo que seja "já a atá-las" ou "mais p'ra lá do que p'ra cá" - se não for caso de morte, então o indígena continua óptimo. Chiça...
Aqui há dias, estando eu a limpar a varanda, veio uma rola e pousou no corrimão ao meu lado. Com algumas hesitações, claro, mas as amigas dela deram logo meia volta assim que me viram. Aquela, bastante mais afoita, ficou ali a ver o que eu estava a fazer, tipo, "então e a paparoca, como é?" Enchi os pratos, renovei a água, saí e fechei a porta de correr, que só com o barulho costuma fazê-las fugir, mas ela continuou em cima do corrimão a olhar para mim com a cabecinha de lado. "Já posso...? Já posso...?" Corri a cortina e ela tunfas, atirou-se ao almoço.
Entretanto nos últimos dias já vi três versões, com mais ou menos censura, do último vídeo da Lady Gaga. Hoje de manhã, no ginásio, enquanto queimava calorias na passadeira, vi uma versão diferente da que tem passado na MTV e a seguir fui procurar ao Youtube e encontrei uma ainda mais completa, que achei por bem pôr aqui (aproveitando enquanto o link funciona).

Só há pouco tempo é que comecei a prestar atenção à Lady Gaga. O "poker face" tinha-me passado completamente ao lado, mas nesta altura já a vejo como a versão pop do Marilyn Manson (com a vantagem de que ela fica melhor de biquini).
Depois de ver os outros dois vídeos censurados, eu estava convencida de que a rapariga se tinha afastado do boneco e que aparecia como a Stefanie que está lá por baixo dos três quilos de peruca e de maquilhagem para fazer uma pontinha como figurante. Mas afinal a tal dupla morena aparece ao lado dela na versão integral e não é truque - é a irmã mais nova, a Natali.
A música fica no ouvido e dá para abanar o capacete, pois, mas palavra que não entendi a história. A letra da cantiga não dá pista nenhuma, aliás, era tão inofensiva que tiveram de compensar aquilo com uma data de mortos e umas gajas a lamber as grades. É giro, pois, mas não percebo por que raio é que elas envenenam aquela malta toda no restaurante. Enfim, o pessoal ainda é como o outro, agora o pobre do cão é que não lhes perdoo (mesmo sendo fita).