vermelhas, claro
graças à genial Reapersun, que conseguiu transformar os desenhos dela no canon do universo paralelo da fanfiction por esse tumbas fora.
Mas cá para mim, foi este aqui que nos salvou outra vez:
Pendurámos abóboras e espalhámos velas por todo o lado e entretanto o pessoal foi chegando. Foi bom rever o grupinho dos geeks que frequentava o bar da Elsa - no tempo em que a Elsa tinha o bar onde eu me enfrascava aos fins de semana, quando morava em Cacém City. Entretanto ela passou o bar, eu mudei-me para a Terra dos Loureiros e nunca mais vi aquela malta. Tinha algumas saudades da conversa; não sei bem como, embora se fossem sucedendo uma série de temas encadeados uns nos outros, acabávamos sempre por passar pela física quântica, embora eu pouco pesque sobre o assunto e tenho a impressão de que eles também pouco mais. Se eu acreditasse em astrologia (ou noutra coisa qualquer, aliás), diria que era por pertencermos todos a signos do ar - duas balanças, dois gémeos e um aquário; pegávamo-nos na conversa e aquilo durava horas. Mas quanto a isso tive de continuar com as saudades, porque aquilo de que os geeks mais gostam, bem mais do que da conversa, é de qualquer coisa que tenha um ecran à frente e uns botõezinhos para carregar. O pessoal agarrou-se à wii do Francisco e pronto, foi o programa da noite. Vinguei-me em três cervejas e meia e nos salgadinhos. Mas até foi fixe.
E para quem não percebeu, eu estava disfarçada (disfarçada...?) de dominatrix, o que me leva lindamente ao próximo tema, que é a Gathering Party do próximo dia 15, desta vez num sítio onde aparentemente se consegue estacionar com facilidade (!!!), mas a que muito provavelmente não vou poder ir - porque sozinha não vou e nesta altura nem sequer estou a ver possíveis acompanhantes. Mas é da maneira que fico em casa a trabalhar, que estou outra vez apertada com os prazos (o costume).
O cartaz é talvez o pior que eles já fizeram, mas suponho que têm de se restringir às imagens que lhes fornecem. O anterior era óptimo, classudo até, mas enfim, a coisa nem sempre corre tão bem em termos de design.
Rai'staparta mais à ideia.

Fui andando para a parte de trás do complexo, onde eles têm as hortas, e às tantas apareceu-me uma empregada do refeitório (a avaliar pela touca) a perguntar o que eu queria. Disse-lhe que andava a tirar fotografias e continuei. Ao dar a volta, veio uma outra ao meu encontro, esta já com ar de funcionária burocrática, a querer saber a que é que eu estava a tirar fotografias. Antes que eu respondesse, perguntou logo toda ansiosa se era ao prédio e aos interiores. Disse-lhe que só estava interessada nas couves e nas bolinhas giras e continuei o meu passeio. Pelo que me contou a minha tia à saída, na recepção também estavam um tanto apreensivos "porque andava ali uma mulher só a tirar fotografias..." Ok, nós sabemos que eles já estão bastante escaldados com jornalistas e afins, mas pela amostra deve ser realmente um stress do caraças trabalhar num sítio destes, se passarem a vida a ver espiões e conspirações de cada vez que passa um turista.
Para fazerem uma ideia do tamanho deste escaravelho cabeludo, essa é a unha do meu mindinho, que tem um centímetro de comprimento.
E mais uma, agora visto por cima. Sempre gramei à brava escaravelhos e nunca tinha visto um exemplar destes. Acredito que seja um bicho comum apanhado numa fase de transição, mas não tenho a certeza porque não consegui encontrar nada parecido na net.
Um gafanhoto a apanhar sol ou a ver as vistas, já que por aqui perto não há nada que se trinque.
E como já estão uns matulões, a pobre da Riscadinha fica lá debaixo a levar com eles, só com as orelhinhas de fora.
Haja pachorra para aturar uma família numerosa.
A Sally está agora com sete meses, se as contas não me falham, e é o protótipo do bichano inteligente, meiguinho e altamente independente. Tão independente que podia ter ficado em casa e tornar-se o terceiro gato oficial da tia, mas prefere andar pelos telhados com o irmão, o Shy, esta lindeza aqui em baixo que, ao contrário dela, é um assustadiço que não dá confiança a ninguém.
As cores dele, o pelo bege e os olhos claríssimos, fazem-me lembrar um husky em versão gato. As photos tiveram de ser tiradas com o zoom, porque ele não deixa que eu me chegue perto.
E termino com a minha banda sonora do momento, enquanto estou a trabalhar – HIM (ou Ville Valo, mais exactamente) em versão acústica. Nesta altura ele ainda era um puto de vinte e poucos anos que costumava aparecer todo pintalgado nos clips da banda, a explorar uma imagem de lindinho duvidoso. Aqui é ele mesmo, de cara lavada, a cantar a sério, com caretas e enganos pelo meio, sem a preocupação de fazer olhinhos para as pitas se derreterem. Lindo lindo.